26/4/08
O PREÇO DO PÃO
A realidade de muitas ações que julguei, de brigas familiares, lembrou-me uma fábula fabulosa do Millor Fernandes, de 29/08/90, (O Preço do Pão - À maneira do… Iraque), que li há muitos anos na Veja e que pode ser encontrada no site do autor, aqui:

“A pobre mulher, cercada pelos 18 filhos, se atirou aos pés do Supremo Juiz que, sumariamente, tinha condenado seu marido a 101 anos e 10 dias de prisão.
— Meu senhor supremíssimo, perdoe o meu marido, cunhado do meu irmão, pai dos meus filhos, genro de meu pai. Precisamos dele. Liberte-o, pelo amor de Maomé!
— Pare com essas lágrimas! Já me esqueci: por que seu marido foi condenado?
— Porque há uma semana ele roubou um pão.
— Grave, grave! Pelo menos é um bom marido?
— Não, digna sumaríssima entidade, não: joga, bebe demais, tem amantes, bate nas crianças, me sevicia.
— Mas, então, por que você deseja tanto que ele seja solto?
— Ah, Juizíssimo, porque há uns três dias não comemos nem pão.
MORAL: O SOFRIMENTO TAMBÉM TEM HIERARQUIA”.
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