A D E N D O S

O que der na telha

24/1/09

GOLPE EVANGÉLICO

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Transcrição de e-mail recebido, sujeito a verificação de autenticidade.

ASSINATURA DE JESUS CRISTO

Igreja Universal terá que devolver mais de R$ 50 mil de dízimo a fiel Edson Luiz e sua mãe, Dulce Conceição de Mello, 65 anos

A Igreja Universal do Reino de Deus foi condenada a devolver ao fiel Edson Luiz de Melo todos os dízimos e doações feitas por ele.

De acordo com o processo movido por sua mãe, Edson, que é portador de enfermidade mental permanente, passou a freqüentar a igreja em 1996 e desde então era induzido a participar de reuniões sempre precedidas e/ou sucedidas de contribuição financeira.

Segundo o advogado que representou o fiel, Walter Soares Oliveira, a quantia total a ser restituída será apurada com base nas provas, mas certamente ultrapassará os R$ 50 mil.

Além de devolver as doações, a Igreja Universal ainda terá de indenizar o fiel em R$ 5 mil por danos morais. No processo consta que ‘promessas extraordinárias’ eram feitas na igreja, em troca de doações financeiras e dízimo. Teria sido vendida a Edson Luiz, por exemplo, a ‘chave do céu’. A vítima também recebeu um ‘diploma de dizimista’ assinado por Jesus Cristo.

Com isso, as colaborações doadas mensalmente chegaram a tomar todo o salário do fiel, que trabalhava como zelador. Edson chegou a receber até um diploma de dizimista assinado por Jesus Cristo.

Em virtude do agravamento de sua doença, Edson foi afastado do trabalho, quando então passou a emitir cheques pré-datados para fins de doação à igreja. Ele ainda fez empréstimos em um banco e vendeu um lote por um valor irrisório, para conseguir manter as doações à instituição religiosa.

Processo: em 1ª Instância o juiz havia ponderado que a incapacidade permanente do fiel só se deu a partir de 2001, quando houve sua interdição. Dessa forma, ele entendeu que a igreja não poderia restituir valores de doação anteriores àquele ano, motivo pelo qual estipulou em R$ 5 mil o valor que deveria ser devolvido.

Já em 2ª Instância, o desembargador Fernando Botelho, relator do recurso, considerou que o fiel não tinha ‘condições de manifestar, à época dos fatos, livremente a sua vontade, já que dava sinais (quando da emissão dos cheques de doação à igreja) de ter o discernimento reduzido’ sendo ‘os negócios jurídicos ali realizados nulos’, e por isso determinou, juntamente com os outros dois desembargadores, a devolução do valor integral das doações.

Da decisão ainda cabe recurso judicial.

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criado por iltoncd    17:34 — Arquivado em: Sem categoria

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